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Publicado na revista Visão, 26 de Janeiro 2012

 
"Somos uma fábrica muito interativa. Queremos ter uma relação de proximidade com o cliente. Trabalhamos com um segmento médio-alto, não somos uma fábrica barata, entendemos, por isso, que clientes como ela, que exigem padrões de qualidade elevados, a par de uma rapidez de resposta, gostem de saber onde e como são feitas as suas criações", diz António Oliveira, um dos administradores da empresa. Também ele destaca a "qualidade da nossa mão de obra e a capacidade de resposta das nossas fábricas para uma cada vez maior procura e fixação dos nomes famosos da moda no nosso país".

A marca  “Sonia Rykiel”, conhecida pela sua exuberância, pelo avant garde dos modelos que a sua criadora desenha se «perdeu de amores» pela Rodrigues & Abreu Lda  e por Manhente, Barcelos,  decidiu ficar, porque concluiu que os operários conseguem satisfazer os gostos mais refinados da mulher que já esteve na «linha da frente» do prêt-a-porter e da alta costura parisiense .

 Já  a marca belga Mayerline (membro da Fair Wear Foundation), com lojas em toda a Europa Central, é um caso paradigmático: depois de ter trabalhado com esta fábrica durante quase duas décadas, há dois anos a nova direção comercial decidiu abandonar a Rodrigues & Abreu e mudar a sua produção para a China. "Os consumidores notaram a diferença e, consequentemente, houve uma diminuição do volume de negócios. Regressaram com uma mea culpa e nós, claro, aceitámos as desculpas. Até o CEO da empresa veio a Portugal. Mas o mais estimulante é que este foi um regresso em força, tanto assim que até estamos a desenvolver com eles, como parceiros, uma nova marca", refere António Oliveira.

. "Temos um nível superior na mão de obra, continuamos a ser competitivos no preço, cumprimos prazos, somos honestos e certificados por instâncias superiores, como o Sistema de Gestão de Qualidade. Portugal tem um know how muito elevado. Falha-nos a estratégia de o saber comunicar."

Em http://www.visao.pt